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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Percy Jackson e os Olimpianos vs Os Heróis do Olimpo

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Oi gente tudo bem com vocês? Andei meio sumida (desde sábado) por alguns motivos, mas essa semana vou tentar recompensar ok? Finalmente terminei toda a saga de Rick Riordan sobre semideuses greco-romanos (Os livros normais, tem alguns envolvendo diários e manuais que não adquiri).
Bom vou tentar resumir, finalmente, pra vocês o que eu achei de Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo, sem soltar spoilers.
Primeiramente, muitos que leem Percy ou qualquer livro de aventura classifica tais livros como livros infantis e sub literatura. Bem, a meu ver isso não é verdade, talvez depois eu faça um post específico sobre isso depois.

Eu pensei em comparar para poder diferenciar Percy Jackson e os Olimpianos de Os Heróis do Olimpo, e assim, resumir com mais clareza tudo. 
Principais diferenças:
A primeira diferença que se nota é que na primeira sequência, Percy é o único narrador da história, nós só ficamos sabendo do que acontece com os outros ou quando ele está presente ou através de seus sonhos. Já na segunda sequência, em Os Heróis do Olimpo fica claro a mudança que o Autor faz, ao invés de só Percy narrar a história vários outros personagens narram sob seu ponto de vista, inclusive, no primeiro livro e no último Percy não aparece como personagem principal, não narra a história e aparece pouquíssimas vezes.
Além disso, muitos reclamaram que Percy amadureceu pouco durante a primeira saga, o autor também mudou isso na segunda série, Percy está mais maduro, fazendo poucas ou quase nenhuma piada sarcástica, esse posto de alívio cômico da série é assumido por Leo Valdez, um adolescente que perdeu a mãe em um incêndio (e muitos acham que foi ele o causador), ele usa piadas o tempo todo para esconder sua tristeza e falta de sorte.
Outra diferença notória é a presença de outro acampamento, o Acampamento Júpiter (Júpiter= personalidade romana de Zeus).
Quem se apaixonou por Anabeth na primeira saga e ficou com gosto de quero saber mais a respeito dela, pode matar sua vontade em Os Heróis do Olimpo, Anabeth se torna pivô em diversas situações, inclusive é a personagem principal em A Marca de Atena, terceiro livro da segunda sequência.

Pontos positivos e negativos:
A primeira sequência é mais direta que a segunda, mais enxuta digamos assim, os livros são menores com cerca de 300 páginas cada, enquanto a segunda, cada livro gira em torno de 500 páginas, esse não é o ponto em que eu quero chegar (os números de páginas) o que eu quero dizer é que na segunda saga, o Autor enrola demais pra revelar algumas coisas, algumas até que já estão na cara, porém, ele faz uma volta enorme na história pra poder contar.
Outra aspecto que me fez preferir a primeira sequência é que o Autor valoriza algumas perdas significativas, (Caramba é uma Guerra contra o Titã Cronos, nem todo mundo vai sair ileso) em minha opinião isso é bom pois dá substância à história. Já na segunda sequência não vemos perda em nada, os heróis estão longe de casa por um longo tempo e mal mencionam suas famílias mortais que devem está loucas de preocupação, o Autor dá uma ou outra pitada mas nada demais (poxa vida, eles estão à beira do Armagedom greco-romano e nem bate uma saudade de casa? Rick Riordan só faz menção disso no último livro e em algumas linhas).
Já outro aspecto que me fez preferir a segunda sequência foi o desfecho da saga (não em todos os pontos é claro) mas o autor deixa em aberto o futuro de cada semideus, você fica com aquele gosto de quero mais, algo como: E agora? O que acontece com eles? Qual o futuro de cada um? Acabou? como assim?
Por último, o que me deixou "P" da vida, com Os Heróis do Olimpo é o fato de que: Na primeira sequência em Percy Jackson e os Olimpianos, o vilão a ser vencido é Cronos, um Titã, além de vários de seus irmãos, já em Os Heróis do Olimpo, é preciso enfrentar Gigantes que só podem ser derrotados com ajuda de um semideus e um deus a seu lado, e ainda por cima, enfrentar uma Deusa primordial, Gaia a Mãe-Terra (juro, isso não é Spoiler) então, pela lógica o desafio é muuuuito maior, porém, na prática, A BATALHA, a luta final é definida em um parágrafo, bem pequeno diga-se de passagem, o que dá a entender que ou o autor estava sem criatividade, ou com preguiça de desenvolver mais tudo o que estava acontecendo, essa falha, me lembrou muito O Hobbit, em como foi fácil destruir o dragão, a história toda em volta de algo que seria praticamente impossível de destruir, e em poucas linhas, PLOF, o Autor finaliza tudo. (ok essa comparação foi meio tosca, Rick Riordan com Tolkien, mas considerem só a parte do vilão, não a obra toda)
Personagens secundários:
Eu fiz esse tópico pra falar de um ser em especial: Nico Di Angelo, ele é simplesmente o trunfo da série, vocês não tem ideia das revelações desse menino, muito introspectivo, na dele, um tanto sombrio, em Percy Jackson e os Olimpianos ficamos querendo saber o que acontece na mente desse garoto, o que lhe incomoda? Qual sua dor? E ficamos TOTALMENTE surpresos da fonte de sua ira e mágoa.
Reyna é outra personagem secundária assim como Nico, porém, só aparece em Os Heróis do Olimpo, pretora Romana, forte, destemida, tem seu coração partido não só uma, como duas vezes. Também é enigmática e junto com Nico e o treinador Hedger são a chave para a cura dos deuses, são personagens que nem são mencionados na profecia, porém, sem o esforço deles, os heróis nunca teriam conseguido.

Então é isso, no geral são duas séries divertidas, uma roupagem mais moderna dos contos gregos originais, uma saída para conhecer uma cultura antiga, costumes diferentes, então se você gosta, não deixe de ler (por favor não julguem a história pelos filmes que foram uma catástrofe).
Estou ansiosa para as histórias sobre mitologia Nórdica que Rick pretende lançar ainda em 2015, é um Universo pouco explorado, a grande maioria só conhece Thor e Odin, e ainda assim, por causa da Marvel. Espero que seja uma história com uma nova roupagem, mais violenta, até porque os Nórdicos valorizavam mais a batalha, a luta, a guerra, até a morte. Ou seja, uma história mais adulta.

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